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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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As crianças pobres em Portugal

Mäyjo, 23.04.20

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Foto:DR

 

Portugal estava, em 2016, entre os países onde as crianças desfavorecidas viviam em piores circunstâncias. Os dados apresentados pela UNICEF, incidiram em 41 países da União Europeia e da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e consideraram parâmetros como o rendimento do agregado, a saúde, educação e satisfação com a vida.

O relatório comparava as desigualdades entre as crianças classificadas como estando numa situação mediana e as que se encontravam no patamar mais baixo. A crise económica, na época, atirou Portugal para a lista de países onde as crianças mais pobres viviam em piores circunstâncias. Desse grupo faziam parte ainda o Chipre, Espanha, Grécia e a Itália. Os dados mostravam que as disparidades de rendimentos de agregados com crianças aumentaram na maioria dos países desde que começou a crise económica, uma tendência que o relatório apontava como “gritante” nos países do sul da Europa. Portugal era também apontado como o país onde as desigualdades em termos de alimentação saudável (ou seja, consumo de fruta e vegetais) mais aumentaram.

Olhando para a lista de 41 países analisados, a Dinamarca surgia no topo da tabela como o que tinha menores desigualdades entre crianças. Já Israel surgia em último lugar. Em matéria de cuidados de saúde apenas Espanha e os Estados Unidos tinham melhorado. Já a Estónia, Irlanda, Letónia e Polónia tinham conseguido reduzir as desigualdades em matéria de Educação. Em nome do bem-estar das crianças propunha-se que se protegesse os rendimentos dos agregados familiares das crianças mais pobres; se fomentasse o sucesso escolar dos mais desfavorecidos e promovesse estilos de vida saudáveis para todas as crianças.

Madalena Marçal Grilo, diretora executiva do comité português para a UNICEF, salientava, na altura que, “as várias dimensões da pobreza afetam a criança agora e nas suas perspetivas de futuro”. Dizia ainda que a pobreza “diminui ou limita as oportunidades de futuro e de as crianças se desenvolverem de uma forma mais saudável e harmoniosa”.

 

 

530 MILHÕES DE CRIANÇAS VIVEM EM LOCAIS COM CONFLITOS OU CATÁSTROFES

Mäyjo, 12.12.16

unicef

O número agora divulgado é arrepiante: perto de 535 milhões de crianças vivem em países afectados por conflitos ou catástrofes naturais. Os dados são da Unicef e indicam que quase uma em quatro crianças está a viver num local onde o acesso a cuidados médicos, educação de qualidade, nutrição e protecção adequada lhe estão negados.

 

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) do total de crianças que vive em países afectados por situações de emergência, 393 milhões está na Africa Subsaariana, seguidos do Médio Oriente e do Norte de África.

O número crescente de conflitos, catástrofes naturais e as consequências das alterações climáticas estão a obrigar as crianças a abandonar os locais que lhes são familiares, ficando altamente expostas a doenças, violência e exploração.

Uma das situações mais preocupantes é a Síria, onde a escalada de violência provocou que o número de crianças forçadas a permanecer em zonas de risco, e sob cerco, tenha duplicado em menos de um ano. Dados da Unicef mostram que cerca de 500.000 crianças vivem actualmente em 16 zonas sob cerco no país, sem acesso a ajuda humanitária sustentada e serviços básicos.

Nigéria, Iémen, Afeganistão, Sudão e Haiti surgem igualmente neste alerta da Unicef. No nordeste da Nigéria mais de um milhão de crianças estão deslocadas; no Afeganistão metade das crianças em idade escolar primária não tem acesso à educação; no Iémen perto de dez milhões de crianças estão a viver em zonas de conflito e no Haiti, como consequência do furacão Matthew, mais de 90 mil crianças com menos de cinco anos não teve ainda acesso à tão necessária assistência.

Muitos foram os progressos alcançados pela Unicef nas últimas décadas no cuidado com as crianças a nível mundial, mas os dados agora conhecidos ameaçam deitar por terra todo o trabalho dos últimos anos.

O documento oficial com estes dados será tornado público no próximo domingo, 11 de Dezembro, dia em que se celebram os 70 anos de trabalho sem interrupção desta instituição a levar ajuda vital, apoio a longo prazo e esperança a crianças nos locais mais difíceis do mundo.

Foto: Al- Issa / Unicef Facebook